Paraquat para cítricos

Os cítricos que compõem uma vasta família que inclui não apenas laranjas, limões, limas e toronjas, mas também calamondinas, limas, pomelos e ugli fruit. Os sistemas de controle integrado de pragas (CIP) foram introduzidos para minimizar o impacto do cultivo de cítricos sobre solo, água, ar e biodiversidade. O paraquat tem um papel crucial na produção sustentável de cítricos, controlando ervas daninhas que, de outro modo, reduziriam drasticamente a produtividade. Ele pode ser usado em conjunto com outras técnicas para manejar a erosão do solo, particularmente o uso de faixas de grama ou lavouras de legumes para cobertura entre as árvores. O paraquat pode ser pulverizado com segurança para o manejo da flora de ervas daninhas ao longo das fileiras da lavoura entre as fileiras de grama sem temor de dano às árvores cítricas. Paraquat é imóvel no solo e não penetra as raízes e ramos. A casca não pode ser penetrada pelo paraquat, o que significa que ele pode ser pulverizado até a base das árvores. Mesmo se o paraquat derivar para folhas de cítricas, o dano é muito pequeno ou inexistente, pois o paraquat não se move sistemicamente pelas plantas, como o glifosato.

Arquivo de fatos dos cítricos

  • 1:  O Brasil é país líder em cultivo de cítricos
  • 8,7 milhões de ha de cítricos cultivados no mundo
  • 43% são laranjas, 27% tipos de tangerinas, 11% limões e limas, 3% toronjas
  • 33% das lavouras são cultivadas para suco
  • 10 anos para uma árvore produzir uma colheita completa
Tradicionalmente, em comunidades agrícolas mais pobres a remoção de ervas daninhas dos cítricos é feita manualmente ou através do corte com facão. Isso é trabalhoso e demorado e, portanto, pode limitar as oportunidades de para outras atividades, inclusive educação. O uso eficaz de herbicidas pode reduzir significativamente os recursos necessários para controle de ervas daninhas. Os herbicidas de uso mais comum incluem o paraquat e o glifosato, que não têm atividade no solo, e a classe de herbicidas conhecidos como ‘residuais’ que permanecem ativos no solo e evitam a germinação de sementes de ervas daninhas. O uso intensivo de glifosato e de herbicidas residuais causou alterações na flora de ervas daninhas (‘alteração de flora’), pois espécies mais tolerantes aos seus modos de ação específicos se tornam mais dominantes. Ervas daninhas ‘leves’, tipicamente gramíneas anuais frágeis e fáceis de controlar, são substituídas pela reinvasão do terreno limpo por ervas daninhas nocivas mais agressivas, que reduzem as safras da lavoura. Estas competem com árvores cítricas, reduzindo a safra e a qualidade, e podem dificultar a colheita. Faixas de grama ou lavoura de cobertura entre as fileiras de árvores, para reduzir a erosão do soloNo entanto, o uso do paraquat no manejo da flora de ervas daninhas, não as elimina, mas sim mantém uma flora equilibrada que evita a dominância de espécies agressivas. O paraquat remove apenas o crescimento superficial de ervas daninhas bem estabelecidas e não afeta a germinação de novas mudas, permitindo que a vegetação se restabeleça depois de 1 a 2 meses. Uma presença controlada de ervas daninhas leves mantém o equilíbrio da flora de ervas daninhas e evita a alteração de flora para espécies mais competitivas pelo simples fato de deixar menos solo desnudo disponível para colonização pelas mesmas. A presença de cobertura não competitiva também proporciona habitats para estimular a biodiversidade. A vida silvestre estimulada inclui predadores de insetos-praga, os quais, de outro modo, teriam que ser controlados quimicamente. O paraquat pode ser pulverizado com segurança para o manejo da flora de ervas daninhas ao longo das fileiras da lavoura entre as faixas de grama ou legume sem temor de causar danos às árvores cítricas.