P. O que foi feito para evitar a ingestão acidental do paraquat?

R. Nas décadas de 1960 e 1970, houve fatalidades devido à ingestão acidental de formulações com paraquat. Isso se deveu principalmente à ingestão por engano após o despejo do produto em recipientes que não eram de pesticidas, como garrafas de bebidas. Passos foram introduzidas no final de 1970 e início de 1980 para garantir que as pessoas que manuseiam o paraquat estejam conscientes de que o mesmo contém produtos químicos e deve ser usado exclusivamente para o controle de ervas daninhas. A Syngenta, o principal fabricante de paraquat, adicionou três componentes "de segurança" em todas suas formulações de SL paraquat para evitar a ingestão acidental e impedir o uso inadequado: · um corante azul (para evitar a confusão com bebidas), · um agente de alerta (um odor forte e desagradável), · e um emético (para induzir o vômito). Esses componentes já foram incorporados à especificação da FAO para paraquat, cujas atualizações mais recentes ocorreram em 2003 e 2008. Consequentemente, tanto o material técnico do paraquat quanto as formulações SL e SG devem conter níveis mínimos de um emético eficaz. Esses materiais também podem incluir corantes e componentes de alerta olfativo. Os produtos de paraquat da Syngenta cumprem a especificação da FAO. A especificação revisada do paraquat está disponível aqui Comentaristas observaram um efeito benéfico dessas atividades de stewardship em países como a Malásia e a Costa Rica, uma vez que reduziram muito a ingestão acidental (Sabapathy, 1995; Wesseling et al, 1997). Além disso, os rótulos das embalagens de paraquat dos principais fabricantes fornecem instruções claras de segurança no idioma local e, em caso de baixo índice de alfabetização, usando pictogramas.