Weeds

Paraquat pode ser usado para melhorar a composição de espécies de pasto para a pastagem de gado e reduzir o arraste de sementes de ervas daninhas gramíneas para as lavouras seguintes de cereais. A técnica utilizada é conhecida como pulverização em cobertura.
A rotação de gramíneas para pastagem de ovinos e outros animais com trigo é um sistema de cultivo comum na Austrália. A pulverização em cobertura com paraquat é usada para controlar ervas daninhas gramíneas problemáticas, como cevada (Hordeum glaucum e H. leporinum) e azevém-anual (Lolium rigidum).
Por pulverização em cobertura?
As ervas daninhas não chegam às manchetes como secas, insetos-pragas ou mesmo a gripe suína, mas causam grande sofrimento humano, de maneira silenciosa e constante, observa um dos mais renomados especialistas em ervas daninhas da Organização para Alimentos e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) da ONU. Ricardo Labrada-Romero cita números apresentados por uma das principais organizações ambientais, a Landcare Research (Nova Zelândia), que indicam que ervas daninhas não controladas podem causar perdas de safra equivalentes a 380 milhões de toneladas todos os anos. Levando-se em conta que a FAO calcula que há mais de um bilhão de pessoas passando fome no mundo, esse é um impacto enorme.
Em termos de terra cultivável necessária para produzir tal quantidade de trigo, usando-se uma safra média mundial de 2,8 toneladas por hectare (FAO, estimativa 2007), isso equivale à surpreendente área de 135 milhões de hectares (335 milhões de acres), o dobro do tamanho da França, desperdiçada na produção de alimentos.
As ervas daninhas causam a maior parte das perdas de safra*
Perda de Terra Equivalente com Trigo
Introdução
Herbicidas controlam ervas daninhas, interferindo com a forma como elas crescem. Isso é conseguido através de vários 'modos de ação' (MOA), que em última análise, bloqueiam a germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules. Conhecer o MOA de um herbicida é importante para entender como usar esse herbicida da maneira mais eficaz. É um elemento importante, tanto na seletividade de herbicidas quanto na resistência de ervas daninhas.
Os sintomas observados em ervas daninhas pulverizadas com herbicidas expressam os MOAs destes. Em P&D de herbicidas, quando novos produtos químicos são selecionados, os especialistas observam atentamente os detalhes e o tempo de aparecimento dos sintomas para obter pistas sobre o MOA. O entendimento completo de um MOA pode levar anos de pesquisa por fisiologistas vegetais, bioquímicos, biólogos moleculares e profissionais de muitas outras disciplinas científicas. O MOA exato do paraquat é muito bem compreendido – para maiores informações, clique aqui.
Saber, em detalhes, como um herbicida funciona – seu 'modo de ação' (MOA) – é importante para entender como usá-lo com maior eficácia. O MOA de um herbicida é um dos principais fatores no espectro de controle de ervas daninhas, seletividade de cultura e resistência de ervas daninhas.
Os herbicidas controlam ervas daninhas através da interferência em seu modo de crescimento. Todos os diferentes MOAs, em última análise, bloqueiam a germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules
O MOA do paraquat envolve o desvio do fluxo de energia captada da luz solar na fotossíntese para a produção de radicais livres altamente reativos, que destroem as membranas celulares e desidrata as folhas rapidamente. Isso acontece em poucas horas sob luz solar intensa, devido aos altos níveis de energia que foge do controle. Quase todas as plantas verdes são afetadas pelo paraquat, o que o torna um herbicida não seletivo de amplo espectro. Para ler mais e assistir a um vídeo mostrando como o paraquat funciona, clique aqui.
O paraquat é usado para controlar uma gama enorme de ervas daninhas em todo o mundo, porém, para controlar ervas daninhas de maneira eficiente e sustentável, é importante entendê-las.
Por que uma planta se torna erva daninha? Como os diferentes tipos de ervas daninhas podem ser descritos? Que características e modos de crescimento de ervas daninhas podem ser alvos dos herbicidas para o controle bem sucedido? Por que o paraquat é uma ferramenta tão útil para agricultores?
O que são ervas daninhas?
Ervas daninhas geralmente são descritas como plantas indesejáveis. As ervas daninhas crescem em terras cultiváveis aguardando o plantio, e depois uma nova onda de germinação de ervas daninhas emerge com a lavoura. Em lavouras perenes, como pés frutas, videiras, seringueiras e dendezeiros, as ervas daninhas crescem continuamente; esse crescimento acompanha o clima e as mudanças de estação.
As ervas daninhas são indesejadas por muitas razões: Elas competem com as plantas da lavoura por luz, água e nutrientes, reduzindo as safras e a qualidade.
Podem servir como habitat para pragas e doenças, de onde estas podem atacar a lavoura.
O manejo integrado de ervas daninhas e o plantio direto são ferramentas agronômicas com metas comuns de aumento da eficiência e lucratividade, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental da produção agrícola. Apesar de seu conceito avançado, essas ferramentas são simples e diretas e podem ser adaptadas para uso em todos os sistemas agrícolas, desde sistemas altamente mecanizados até a agricultura de subsistência, no mundo todo.
O preparo do solo é um meio comprovadamente eficiente de controle de ervas daninhas, há outros métodos suficientemente bons para uso em uma abordagem de manejo integrado de ervas daninhas em sistemas de plantio direto? Este artigo examina como os agricultores podem se beneficiar com o uso de ambas técnicas combinadas.
Controla ervas daninhas
O paraquat é uma ferramenta importante no manejo de ervas daninhas. Ele controla muitas espécies e pode ser usado com a maioria das culturas. Seu modo de ação o torna especialmente valioso onde o uso intensivo do glifosato causou, ou ameaça causar, o desenvolvimento de ervas daninhas resistentes ao glifosato.
Estudo de Caso
A adoção extensiva de culturas GM tolerantes ao glifosato levou os agricultores a uma dependência exagerada do glifosato.
Embora o glifosato incentive a adoção contínua do plantio direto, com todos os benefícios para a conservação do solo que isto traz, estima-se que até três milhões de hectares no Brasil estejam infestados por ervas daninhas resistentes ao glifosato.
Todavia, um sistema de controle integrado de ervas daninhas inclui a continuação da pulverização de glifosato para o manejo, porém aplicando-se um herbicida baseado em paraquat imediatamente antes ou logo após o plantio da lavoura.
Leia mais …
 
 
Age rápido
O paraquat causou uma revolução no preparo do solo, que teve profundos efeitos econômicos, sociais e agronômicos em todo o mundo.
As propriedades herbicidas do paraquat foram descobertas pela ICI (uma precursora da Syngenta) em 1955, e ele foi introduzido nos mercados mundiais em 1962 sob a marca registrada GRAMOXONE®. O paraquat foi rapidamente aceito como ferramenta para controle de ervas daninhas em lavouras de fileiras de plantas emergidas e lavouras de árvores. Todavia, foi a constatação de que o paraquat podia substituir a aragem, processo laborioso e demorado, que, nas décadas de 1960 e 1970, levou à expansão das pesquisas no mundo todo, numa escala sem precedentes para uma única substância química agrícola e a uma revolução na agricultura.
Por que o paraquat é um produto tão incomparável e por que é tão valioso para agricultores? Antes de responder, é preciso considerar a importância das ervas daninhas.
A agricultura e a qualidade colidirão?
World Agriculture and the Environment (A Agricultura Mundial e o Meio Ambiente) é um importante livro novo que discute o temor de que o aumento da demanda por alimentos e fibras esteja em “rota de colisão” com a qualidade do solo.
Esse artigo tem duas partes. Na Parte Um, são revisados algumas das principais questões discutidas no livro. A Parte Dois explica como mais de 50 anos de pesquisa e uso prático mostraram que o controle de ervas daninhas com paraquat pode proporcionar práticas melhores e sustentáveis de manejo de lavoura para melhorar a qualidade do solo.
Parte Um: O que diz A Agricultura Mundial e o Meio Ambiente’
Em A Agricultura Mundial e o Meio Ambiente, o autor Jason Clay (vice-presidente do Centro de Conservação e Inovação do Fundo Mundial para a Natureza dos EUA – WWF) revisa a produção e o impacto ambiental de 21 das principais mercadorias alimentares do mundo. As maiores ameaças ao ambiente causadas por lavouras, peixe e carne são identificadas e exploradas, assim como as tendências que dão forma a essas ameaças.
Principais Problemas
Estudos extensivos de longo prazo confirmam — e governos e autoridades regulatórias de todo o mundo concordam — que os usos normais do paraquat de acordo com as instruções aprovadas do rótulo não causam um impacto ambiental inaceitável.
Os estudos mostraram que:
O paraquat é inativo solo
Quando resíduos de paraquat entram em contato com o solo, o ingrediente ativo do paraquat é rapidamente absorvido e se liga fortemente à terra e à matéria orgânica do solo. Ele se torna biologicamente inerte e, como resultado, não pode ser absorvido pelas raízes de plantas ou outros organismos. Os solos tratados com paraquat continuam mantendo um ecossistema ativo na terra, sem efeitos adversos sobre micróbios, microorganismos e minhocas do solo. O paraquat não pode ser liberado do solo e nem reativado pela aplicação de água ou de outros agroquímicos.
Todos os solos agrícolas, não apenas aqueles com alto teor de argila, possuem alta capacidade de absorver o paraquat.