Weed control


As etiquetas de produtos de paraquat deve ser consultada para determinar se um adjuvante deve ser adicionado ao tanque de pulverização, ou se a sua utilização deve ser evitada.
Surfactantes (umidificadores) frequentemente são incluídos no produto formulado e quaisquer adjuvantes adicionais são desnecessários e podem causar problemas. Por outro lado, alguns produtos podem se beneficiar da mistura de um adjuvante no tanque, e as opções estarão listadas no rótulo.
Herbicidas foliares como o paraquat podem enfrentar desafios na superfície das folhas e para alcançar os lugares onde serão mais eficazes. As folhas são cobertas com uma cutícula cerosa, que constitui uma barreira considerável, especialmente para pulverizações à base de água. É muito simples – cera repele água.
Cera cristalina, como a mostrada na imagem, é particularmente repelente. As gotas de pulverização são propensos a ricochetear nas folhas ou ficar sobre cristais de cera sem molhar a superfície – como é essencial para uma boa captação. Uma vez dentro de uma folha, há outras barreiras ao movimento.
Quais são as coisas essenciais que agricultores precisam saber sobre a pulverização de paraquat? O paraquat é um herbicida pós-emergência de amplo espectro e ação rápida. O rótulo dos produtos de paraquat deve sempre ser lido antes do uso. Contudo, agricultores têm perguntas básicas, como: qual deve ser o tamanho das plantas daninhas; outro herbicida deve ser misturado no tanque ou um adjuvante deve ser usado; a chuva após a pulverização afeta a atividade; o paraquat pode ajudar a combater plantas daninhas resistentes 
Este artigo descreve os principais aspectos práticos do uso do paraquat para controle de ervas daninhas.
Segurança antes, durante e após a pulverização
A segurança é primordial.
Armazenamento Seguro
Sempre guarde agrotóxicos em suas embalagens originais em local trancado com chave, para restringir o acesso apenas às pessoas que precisam usá-los e impedir a entrada de crianças, não usuários e animais domésticos. Nunca decante pesticidas e os deixe em recipientes sem identificação.
Existem cinco Regras de Ouro para o uso seguro:
Exerça cautela o tempo todo
Leia e entenda o rótulo do produto
Atualmente os herbicidas como paraquat são mais importantes que nunca, uma vez que pessoas que cresceram na zona rural agora escolhem viver em cidades.
Na Europa e América do Norte, as populações urbanas ultrapassaram as rurais há décadas. Consequentemente, sem poder contar com uma oferta abundante de mão-de-obra, os agricultores têm adotado novas tecnologias e a produção teve que ser intensificada para assegurar que as colheitas sejam adequadamente tratadas, a fim de produzir alimentos suficientes.
Agora, na Ásia, as populações urbanas estão prestes a ultrapassar as rurais e em menos de 20 anos, a África seguirá o exemplo (Fig 1).1 Um artigo recente na revista Pest Management Science analisou os benefícios cada vez mais importantes dos herbicidas à medida que toda a indústria agrícola se esforça para garantir a segurança alimentar para todos.2
Plantas voluntárias – aquelas que crescem a partir de sementes derrubadas pela cultura anterior – são ervas daninhas que trazem os mesmos problemas que as selvagens, ou pior.
As voluntárias podem formar uma “ponte verde” de uma cultura para a próxima, sendo portadoras de insetos-praga e doenças fúngicas. As voluntárias reduzem a produção e a qualidade e atrapalham o manejo da cultura. Elas podem ser difíceis de controlar, especialmente se crescem em uma nova cultura da mesma espécie.
As opções para controlar voluntárias antes de plantar a próxima lavoura podem ser particularmente limitadas se elas apresentarem um traço de tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato ou ambos. Contudo, pesquisas recentes relataram mostraram que o paraquat potencializado pela adição de um herbicida inibidor do PSII proporciona uma boa opção de controle de milho voluntário antes do plantio de uma nova cultura1. Mais informações sobre inibidores do PSII e modos de ação de herbicidas pode ser encontradas aqui.
Problemas de voluntárias
O controle de ervas daninhas em batata é um problema para muitos agricultores. O paraquat é um herbicida muito útil para a batata, pois pode ser usado para exterminar ervas daninhas desde antes do plantio até quando os brotos de batata começam a emergir do solo1. Isto permite adaptar as medidas de controle de ervas daninhas às plantas daninhas presentes. Como a batata pode levar até quatro semanas para emergir, pode haver um crescimento significativo de ervas daninhas após o plantio. Ervas daninhas podem rapidamente invadir culturas de batata, se puderem crescer sem controle antes do dossel de folhas da cultura se fechar.
Redução de custos e efeitos ambientais favoráveis ao usar paraquat: estas foram as principais conclusões de um estudo de quatro anos, recentemente concluído pela Universidade das Filipinas, que comparou métodos de controle de ervas daninhas em bananas.
O experimento foi conduzido em uma plantação comercial em Mindanao, a grande ilha ao sul do país. A banana contribui significativamente para a economia das Filipinas, por ser uma das principais frutas de exportação. Novas plantações estão sendo estabelecidas em terrenos mais inclinados, onde a erosão do solo constitui uma ameaça real à produção sustentável. Autoridades filipinas estimam que 623 milhões de toneladas de solo são perdidas anualmente de uma área de 28 milhões de hectares de terra.
Na Samoa, o paraquat não apenas ajuda os agricultores a fornecer um alimento básico, mas também está permitindo que o taro para se torne um produto de exportação muito importante.  Já se perguntou o que dá energia aos jogadores de rúgbi de tamanho e força impressionantes das Ilhas do Pacífico? Não é preciso procurar além do taro. O taro é uma lavoura tropical de raiz rígida, sendo o alimento básico em muitas comunidades de subsistência, especialmente nas ilhas do Pacífico. E, enquanto os membros do time de rúgbi provavelmente têm uma ampla seleção de alimentos entre os quais escolher, para muitas pessoas que vivem nessas áreas, o taro é uma parte essencial da dieta.
As ervas daninhas não chegam às manchetes como secas, insetos-pragas ou mesmo a gripe suína, mas causam grande sofrimento humano, de maneira silenciosa e constante, observa um dos mais renomados especialistas em ervas daninhas da Organização para Alimentos e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) da ONU. Ricardo Labrada-Romero cita números apresentados por uma das principais organizações ambientais, a Landcare Research (Nova Zelândia), que indicam que ervas daninhas não controladas podem causar perdas de safra equivalentes a 380 milhões de toneladas todos os anos. Levando-se em conta que a FAO calcula que há mais de um bilhão de pessoas passando fome no mundo, esse é um impacto enorme.
Em termos de terra cultivável necessária para produzir tal quantidade de trigo, usando-se uma safra média mundial de 2,8 toneladas por hectare (FAO, estimativa 2007), isso equivale à surpreendente área de 135 milhões de hectares (335 milhões de acres), o dobro do tamanho da França, desperdiçada na produção de alimentos.
As ervas daninhas causam a maior parte das perdas de safra*
Perda de Terra Equivalente com Trigo
Introdução
Herbicidas controlam ervas daninhas, interferindo com a forma como elas crescem. Isso é conseguido através de vários 'modos de ação' (MOA), que em última análise, bloqueiam a germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules. Conhecer o MOA de um herbicida é importante para entender como usar esse herbicida da maneira mais eficaz. É um elemento importante, tanto na seletividade de herbicidas quanto na resistência de ervas daninhas.
Os sintomas observados em ervas daninhas pulverizadas com herbicidas expressam os MOAs destes. Em P&D de herbicidas, quando novos produtos químicos são selecionados, os especialistas observam atentamente os detalhes e o tempo de aparecimento dos sintomas para obter pistas sobre o MOA. O entendimento completo de um MOA pode levar anos de pesquisa por fisiologistas vegetais, bioquímicos, biólogos moleculares e profissionais de muitas outras disciplinas científicas. O MOA exato do paraquat é muito bem compreendido – para maiores informações, clique aqui.
Saber, em detalhes, como um herbicida funciona – seu 'modo de ação' (MOA) – é importante para entender como usá-lo com maior eficácia. O MOA de um herbicida é um dos principais fatores no espectro de controle de ervas daninhas, seletividade de cultura e resistência de ervas daninhas.
Os herbicidas controlam ervas daninhas através da interferência em seu modo de crescimento. Todos os diferentes MOAs, em última análise, bloqueiam a germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules
O MOA do paraquat envolve o desvio do fluxo de energia captada da luz solar na fotossíntese para a produção de radicais livres altamente reativos, que destroem as membranas celulares e desidrata as folhas rapidamente. Isso acontece em poucas horas sob luz solar intensa, devido aos altos níveis de energia que foge do controle. Quase todas as plantas verdes são afetadas pelo paraquat, o que o torna um herbicida não seletivo de amplo espectro. Para ler mais e assistir a um vídeo mostrando como o paraquat funciona, clique aqui.