Weed control

Na Samoa, o paraquat não apenas ajuda os agricultores a fornecer um alimento básico, mas também está permitindo que o taro para se torne um produto de exportação muito importante.  Já se perguntou o que dá energia aos jogadores de rúgbi de tamanho e força impressionantes das Ilhas do Pacífico? Não é preciso procurar além do taro. O taro é uma lavoura tropical de raiz rígida, sendo o alimento básico em muitas comunidades de subsistência, especialmente nas ilhas do Pacífico. E, enquanto os membros do time de rúgbi provavelmente têm uma ampla seleção de alimentos entre os quais escolher, para muitas pessoas que vivem nessas áreas, o taro é uma parte essencial da dieta.
Por ser uma lavoura tropical, proteger o taro das ervas daninhas é crucial. As ervas daninhas proliferam nesses climas úmidos e quentes, roubando a safra. A capinação manual das lavouras é uma opção, porém, não é apenas demorada e trabalhosa, mas também significa que outras oportunidades, principalmente de educação em comunidades, podem ser perdidas. Fazer a escolha certa do herbicida fornece uma alternativa eficiente.

As ervas daninhas não chegam às manchetes como secas, insetos-pragas ou mesmo a gripe suína, mas causam grande sofrimento humano, de maneira silenciosa e constante, observa um dos mais renomados especialistas em ervas daninhas da Organização para Alimentos e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) da ONU. Ricardo Labrada-Romero cita números apresentados por uma das principais organizações ambientais, a Landcare Research (Nova Zelândia), que indicam que ervas daninhas não controladas podem causar perdas de safra equivalentes a 380 milhões de toneladas todos os anos.

Introdução
Herbicidas controlam ervas daninhas, interferindo com a forma como elas crescem. Isso é conseguido através de vários 'modos de ação' (MOA), que em última análise, bloqueiam a germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules. Conhecer o MOA de um herbicida é importante para entender como usar esse herbicida da maneira mais eficaz. É um elemento importante, tanto na seletividade de herbicidas quanto na resistência de ervas daninhas.
Os sintomas observados em ervas daninhas pulverizadas com herbicidas expressam os MOAs destes. Em P&D de herbicidas, quando novos produtos químicos são selecionados, os especialistas observam atentamente os detalhes e o tempo de aparecimento dos sintomas para obter pistas sobre o MOA. O entendimento completo de um MOA pode levar anos de pesquisa por fisiologistas vegetais, bioquímicos, biólogos moleculares e profissionais de muitas outras disciplinas científicas.

Saber, em detalhes, como um herbicida funciona – seu 'modo de ação' (MOA) – é importante para entender como usá-lo com maior eficácia. O MOA de um herbicida é um dos principais fatores no espectro de controle de ervas daninhas, seletividade de cultura e resistência de ervas daninhas.
Os herbicidas controlam ervas daninhas através da interferência em seu modo de crescimento. Todos os diferentes MOAs, em última análise, bloqueiam a germinação das sementes ou o estabelecimento de mudas; impedem a produção de carboidratos essenciais, proteínas ou lipídios (óleos e gorduras) pelas plantas; ou desidratam folhas e caules
O MOA do paraquat envolve o desvio do fluxo de energia captada da luz solar na fotossíntese para a produção de radicais livres altamente reativos, que destroem as membranas celulares e desidrata as folhas rapidamente. Isso acontece em poucas horas sob luz solar intensa, devido aos altos níveis de energia que foge do controle. Quase todas as plantas verdes são afetadas pelo paraquat, o que o torna um herbicida não seletivo de amplo espectro.

Paraquat e agricultura sustentável, por Richard H. Bromilow
Em seu artigo, “Paraquat e agricultura sustentável”, o autor Richard H. Bromilow estuda o papel desempenhado pelo paraquat no suporte à agricultura sustentável em todo o mundo.
Resumo: A agricultura sustentável é essencial para a sobrevivência do homem, principalmente considerando o rápido crescimento da população. A expansão da agricultura para as áreas de vegetação natural remanescentes é indesejável, pois reduziria a biodiversidade do planeta. Assim, a manutenção ou até o aumento da produção das lavouras nas terras cultivadas existentes, seja por pequenos agricultores ou em grandes propriedades, é necessária.
Em muitos casos, um dos fatores limitantes é o controle de ervas daninhas; o controle biológico de ervas daninhas geralmente é de uso limitado e o controle mecânico é difícil, se feito com maquinário, ou muito laborioso, se manual. Portanto, o uso de herbicidas se tornou muito importante.

O paraquat é usado para controlar uma gama enorme de ervas daninhas em todo o mundo, porém, para controlar ervas daninhas de maneira eficiente e sustentável, é importante entendê-las.
Por que uma planta se torna erva daninha? Como os diferentes tipos de ervas daninhas podem ser descritos? Que características e modos de crescimento de ervas daninhas podem ser alvos dos herbicidas para o controle bem sucedido? Por que o paraquat é uma ferramenta tão útil para agricultores?
O que são ervas daninhas?
Ervas daninhas geralmente são descritas como plantas indesejáveis. As ervas daninhas crescem em terras cultiváveis aguardando o plantio, e depois uma nova onda de germinação de ervas daninhas emerge com a lavoura.

O manejo integrado de ervas daninhas e o plantio direto são ferramentas agronômicas com metas comuns de aumento da eficiência e lucratividade, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental da produção agrícola. Apesar de seu conceito avançado, essas ferramentas são simples e diretas e podem ser adaptadas para uso em todos os sistemas agrícolas, desde sistemas altamente mecanizados até a agricultura de subsistência, no mundo todo.
O preparo do solo é um meio comprovadamente eficiente de controle de ervas daninhas, há outros métodos suficientemente bons para uso em uma abordagem de manejo integrado de ervas daninhas em sistemas de plantio direto? Este artigo examina como os agricultores podem se beneficiar com o uso de ambas técnicas combinadas.

Agricultores de todo o mundo sabem o quanto é difícil controlar ervas daninhas. Elas tendem a retornar vingativas, especialmente quando os diversos elementos que causam problemas com ervas daninhas não são avaliados e endereçados.

“A América é viciada em petróleo” como admitiu o presidente George W. Bush em seu Discurso de Estado da União de 2006. E esse não é um problema exclusivo dos EUA, nem o vício é apenas por petróleo. Petróleo, carvão e gás natural são as reservas fósseis que movem nosso planeta, porém, agora o centro das atenções está voltado para as lavouras de biomassa como uma importante fonte alternativa de energia e materiais.
O plantio direto e o paraquat têm um papel vital a desempenhar na produção de biomassa suficiente ao mesmo tempo em que sustenta a produção de alimentos e protege o meio ambiente.
No momento, os biocombustíveis são fabricados a partir de partes de lavouras que, de outra forma, são cultivadas para alimentação, por exemplo, grãos. Isso causa dois problemas:

Insuficiência de combustível
Possibilidade de insuficiência de alimentos

A produção de combustível – biodiesel ou bioetanol – dos óleos ou amido encontrado em sementes é relativamente baixa.

O paraquat se tornou um dos herbicidas mais amplamente utilizados no mundo graças a um grupo de pessoas – os agricultores. Apesar de estarem espalhados por mais de 100 países e cultivarem mais de 100 tipos diferentes de lavouras, os agricultores estão unidos em seu reconhecimento dos benefícios que o paraquat tem a oferecer.
Ação rápida
Na Indonésia, a ação rápida do paraquat permite aos agricultores, que normalmente colheriam duas lavouras de semeadura direta de arroz ao ano, plantar e colher uma terceira lavoura (Sembiring & Kartaatamadja, 2003).
A velocidade de ação do paraquat remove rapidamente a competição com ervas daninhas e permite a passagem rápida de uma lavoura para outra. Isso é essencial em muitos países e regiões, como China, Ásia e América Latina, onde permite que pequenos produtores minimizem o período entre as lavouras, maximizando a renda. A ação rápida também é um benefício importante para o gerenciamento de equipes de pulverização em grandes plantações.

O paraquat causou uma revolução no preparo do solo, que teve profundos efeitos econômicos, sociais e agronômicos em todo o mundo.
As propriedades herbicidas do paraquat foram descobertas pela ICI (uma precursora da Syngenta) em 1955, e ele foi introduzido nos mercados mundiais em 1962 sob a marca registrada GRAMOXONE®. O paraquat foi rapidamente aceito como ferramenta para controle de ervas daninhas em lavouras de fileiras de plantas emergidas e lavouras de árvores. Todavia, foi a constatação de que o paraquat podia substituir a aragem, processo laborioso e demorado, que, nas décadas de 1960 e 1970, levou à expansão das pesquisas no mundo todo, numa escala sem precedentes para uma única substância química agrícola e a uma revolução na agricultura.
Por que o paraquat é um produto tão incomparável e por que é tão valioso para agricultores? Antes de responder, é preciso considerar a importância das ervas daninhas.
As ervas daninhas existem desde que o homem pratica a agricultura. Ervas daninhas atrapalham o plantio de uma lavoura e, depois que a mesma emerge, continuam a competir por água, luz, nutrientes e espaço.