Land preparation

“O tempo e a maré não esperam por ninguém”, diz o ditado. Os produtores de arroz que vivem em áreas costeiras do Sul de Sumatra e Kalimantan Central e Oriental, na Indonésia, sabem disso muito bem. Seus arrozais são inundados pelas águas dos rios, empurradas de volta até os deltas por cada maré. O preparo da terra é particularmente difícil. Não apenas porque as ervas daninhas crescem de maneira incrivelmente vigorosa nas condições pantanosas, mas também devido ao fato de que arar a terra muito profundamente pode resultar em fracasso da cultura. Embora a camada superior do solo – rica em matéria orgânica – seja fértil, abaixo dela há uma camada amarela de pirita de ferro tóxico. Esta é fitotóxica para o arroz, se perturbada.
A biodiversidade vem sendo estimulada pela adoção de práticas de lavoura de conservação, especialmente a agricultura de plantio direto. A pulverização com um herbicida não seletivo, como o paraquat, significa que é possível controlar as ervas daninhas sem a necessidade de aragem.
As aves, em particular, estão se beneficiando de campos não arados ou apenas levemente lavrados em sistemas de lavoura de conservação. A prática de deixar palha e restolho da cultura anterior na superfície do solo, assim como o solo imperturbado de plantio direto, proporciona habitats para invertebrados e fauna de pequeno porte. Seja porque as espécies de aves se alimentam de grãos derrubados e sementes de ervas daninhas, de insetos ou de pequenos mamíferos, o aumento numérico de sua presença é muito evidente.
Uma espécie de ave que vem prosperando atualmente em áreas de cultivo intensivo de soja por plantio direto ao norte e sul de São Paulo, Brasil, é a coruja-buraqueira (Athene cunicularia).
O paraquat é usado para controlar uma gama enorme de ervas daninhas em todo o mundo, porém, para controlar ervas daninhas de maneira eficiente e sustentável, é importante entendê-las.
Por que uma planta se torna erva daninha? Como os diferentes tipos de ervas daninhas podem ser descritos? Que características e modos de crescimento de ervas daninhas podem ser alvos dos herbicidas para o controle bem sucedido? Por que o paraquat é uma ferramenta tão útil para agricultores?
O que são ervas daninhas?
Ervas daninhas geralmente são descritas como plantas indesejáveis. As ervas daninhas crescem em terras cultiváveis aguardando o plantio, e depois uma nova onda de germinação de ervas daninhas emerge com a lavoura. Em lavouras perenes, como pés frutas, videiras, seringueiras e dendezeiros, as ervas daninhas crescem continuamente; esse crescimento acompanha o clima e as mudanças de estação.
As ervas daninhas são indesejadas por muitas razões: Elas competem com as plantas da lavoura por luz, água e nutrientes, reduzindo as safras e a qualidade.
Podem servir como habitat para pragas e doenças, de onde estas podem atacar a lavoura.
O manejo integrado de ervas daninhas e o plantio direto são ferramentas agronômicas com metas comuns de aumento da eficiência e lucratividade, ao mesmo tempo em que reduzem o impacto ambiental da produção agrícola. Apesar de seu conceito avançado, essas ferramentas são simples e diretas e podem ser adaptadas para uso em todos os sistemas agrícolas, desde sistemas altamente mecanizados até a agricultura de subsistência, no mundo todo.
O preparo do solo é um meio comprovadamente eficiente de controle de ervas daninhas, há outros métodos suficientemente bons para uso em uma abordagem de manejo integrado de ervas daninhas em sistemas de plantio direto? Este artigo examina como os agricultores podem se beneficiar com o uso de ambas técnicas combinadas.
Paraquat e agricultura sustentável, por Richard H. Bromilow
Em seu artigo, “Paraquat e agricultura sustentável”, o autor Richard H. Bromilow estuda o papel desempenhado pelo paraquat no suporte à agricultura sustentável em todo o mundo.
Resumo: A agricultura sustentável é essencial para a sobrevivência do homem, principalmente considerando o rápido crescimento da população. A expansão da agricultura para as áreas de vegetação natural remanescentes é indesejável, pois reduziria a biodiversidade do planeta. Assim, a manutenção ou até o aumento da produção das lavouras nas terras cultivadas existentes, seja por pequenos agricultores ou em grandes propriedades, é necessária.
Reduz a erosão do solo
Ao matar as ervas daninhas enquanto mantém as raízes no lugar, paraquat estabiliza o solo.
Estudo de Caso
No projeto Sagip-Lupa, com duração de cinco anos nas Filipinas, os pesquisadores vêm colaborando no estudo de abordagens para reduzir a grave ameaça que erosão do solo representa para a produção de alimentos e o meio ambiente.
Nos três campos experimentais, uma média de mais de 100 toneladas/ha da camada superior do solo foi perdida a cada ano pela atividade agrícola na forma tradicional. As grandes economias da preciosa camada superficial do solo quando de usa paraquat com plantio direto são todas estatisticamente significantes.
A produtividade das lavouras também foi beneficiada.
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Aumenta a matéria orgânica do solo
O uso do paraquat, combinado ao menor preparo do solo, contribui para a preservação da matéria orgânica.
Controla ervas daninhas
O paraquat é uma ferramenta importante no manejo de ervas daninhas. Ele controla muitas espécies e pode ser usado com a maioria das culturas. Seu modo de ação o torna especialmente valioso onde o uso intensivo do glifosato causou, ou ameaça causar, o desenvolvimento de ervas daninhas resistentes ao glifosato.
Estudo de Caso
A adoção extensiva de culturas GM tolerantes ao glifosato levou os agricultores a uma dependência exagerada do glifosato.
Embora o glifosato incentive a adoção contínua do plantio direto, com todos os benefícios para a conservação do solo que isto traz, estima-se que até três milhões de hectares no Brasil estejam infestados por ervas daninhas resistentes ao glifosato.
Todavia, um sistema de controle integrado de ervas daninhas inclui a continuação da pulverização de glifosato para o manejo, porém aplicando-se um herbicida baseado em paraquat imediatamente antes ou logo após o plantio da lavoura.
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Age rápido
O paraquat causou uma revolução no preparo do solo, que teve profundos efeitos econômicos, sociais e agronômicos em todo o mundo.
As propriedades herbicidas do paraquat foram descobertas pela ICI (uma precursora da Syngenta) em 1955, e ele foi introduzido nos mercados mundiais em 1962 sob a marca registrada GRAMOXONE®. O paraquat foi rapidamente aceito como ferramenta para controle de ervas daninhas em lavouras de fileiras de plantas emergidas e lavouras de árvores. Todavia, foi a constatação de que o paraquat podia substituir a aragem, processo laborioso e demorado, que, nas décadas de 1960 e 1970, levou à expansão das pesquisas no mundo todo, numa escala sem precedentes para uma única substância química agrícola e a uma revolução na agricultura.
Por que o paraquat é um produto tão incomparável e por que é tão valioso para agricultores? Antes de responder, é preciso considerar a importância das ervas daninhas.
A agricultura e a qualidade colidirão?
World Agriculture and the Environment (A Agricultura Mundial e o Meio Ambiente) é um importante livro novo que discute o temor de que o aumento da demanda por alimentos e fibras esteja em “rota de colisão” com a qualidade do solo.
Esse artigo tem duas partes. Na Parte Um, são revisados algumas das principais questões discutidas no livro. A Parte Dois explica como mais de 50 anos de pesquisa e uso prático mostraram que o controle de ervas daninhas com paraquat pode proporcionar práticas melhores e sustentáveis de manejo de lavoura para melhorar a qualidade do solo.
Parte Um: O que diz A Agricultura Mundial e o Meio Ambiente’
Em A Agricultura Mundial e o Meio Ambiente, o autor Jason Clay (vice-presidente do Centro de Conservação e Inovação do Fundo Mundial para a Natureza dos EUA – WWF) revisa a produção e o impacto ambiental de 21 das principais mercadorias alimentares do mundo. As maiores ameaças ao ambiente causadas por lavouras, peixe e carne são identificadas e exploradas, assim como as tendências que dão forma a essas ameaças.
Principais Problemas
Estudos extensivos de longo prazo confirmam — e governos e autoridades regulatórias de todo o mundo concordam — que os usos normais do paraquat de acordo com as instruções aprovadas do rótulo não causam um impacto ambiental inaceitável.
Os estudos mostraram que:
O paraquat é inativo solo
Quando resíduos de paraquat entram em contato com o solo, o ingrediente ativo do paraquat é rapidamente absorvido e se liga fortemente à terra e à matéria orgânica do solo. Ele se torna biologicamente inerte e, como resultado, não pode ser absorvido pelas raízes de plantas ou outros organismos. Os solos tratados com paraquat continuam mantendo um ecossistema ativo na terra, sem efeitos adversos sobre micróbios, microorganismos e minhocas do solo. O paraquat não pode ser liberado do solo e nem reativado pela aplicação de água ou de outros agroquímicos.
Todos os solos agrícolas, não apenas aqueles com alto teor de argila, possuem alta capacidade de absorver o paraquat.