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O paraquat tem um papel importante nas lavouras de legumes, pois suas características exclusivas são especialmente adaptadas ao desafio do controle de ervas daninhas nessas culturas diversas. O cultivo de legumes também ajuda a no cultivo de outras lavouras de maneira sustentável. As leguminosas têm bactérias associadas a suas raízes, que convertem o nitrogênio do ar em formas que podem ser usadas pelas plantas como nutrientes, os quais permanecem no solo para fertilizar as próximas culturas. Uma lavoura secundária de legume, como ervilhas ou batatas evita o crescimento de pragas e doenças nas rotações com cereais e proporcionam uma oportunidade de controle de ervas daninhas através de abordagens alternativas.
O uso do paraquat para controle de ervas daninhas ajuda a tratar de diversos desafios da produção de legumes, inclusive erosão do solo, lixiviação de agroquímicos, obter colheitas precoces para alcançar melhores preços.

Milhões de pessoas em todo o mundo acordam todos os dias com uma xícara de café fresco e, mais tarde, encontram amigos ou fazem negócios em cafeterias caras da moda.
Porém, para muitos agricultores há uma crise do café. Embora o consumo venha crescendo em alguns mercados, o café é vítima de seu próprio sucesso e, recentemente, houve um considerável superabastecimento.
Em 1970, o consumidor médio americano tomou 136 litros de café e 87 litros de refrigerantes. Em 2000, esses números foram 64 litros e 200 litros, respectivamente.
A chave do sucesso e o caminho para acabar com a crise do café está na qualidade através de uma abordagem de produção sustentável. Os produtores de café da mais distinta qualidade podem obter o dobro do preço normal. O paraquat, em conjunto com outras práticas agronômicas que protegem o meio ambiente, tem um papel crucial a desempenhar no controle de ervas daninhas que, de outro modo, reduziriam drasticamente a produtividade.
Entretanto, embora seja denominado ‘não-seletivo’, o paraquat é seguro para as lavouras de café por vários motivos.

O chá é uma das lavouras líderes na mudança para uma agricultura mais sustentável.
As principais questões ambientais no cultivo do chá incluem:

Perda de habitats e efeitos sobre a biodiversidade
Erosão do solo no terreno, que geralmente é montanhoso
Poluição da água e redução da saúde do solo devido a agroquímicos

O paraquat pode ser usado para manter uma cobertura orgânica não competitiva manejada que proporcione habitats para estimular a biodiversidade e ajude a evitar a erosão do solo.

A soja se destaca de outras grandes lavouras: de folhas largas, e não gramínea; uma leguminosa, onde as plantas produzem seus próprios fertilizantes nitrogenados ao mesmo tempo em que aumentam a fertilidade do solo; e os grãos de soja são ricos em óleo, proteínas e carboidratos.
Nos EUA, a soja é cultivada em metade dos 30 milhões de hectares nos quais se pratica agricultura de plantio direto. No Brasil, o plantio direto também é amplamente adotado na soja.

O milho, juntamente com o trigo e o arroz, é uma das maiores lavouras do mundo. O milho proporciona alimentos básicos para uma grande parcela da população do mundo. Em todo o mundo, o grão de milho é uma ração básica na criação de animais, e a lavoura pode ser colhida ainda verde para fazer silagem, usada como ração de inverno. Além disso, quantias crescentes de milho vêm sendo usadas nos EUA para fabricação do combustível bioetanol.
Talvez mais do que qualquer outra lavoura, o milho alcança extremos altos e baixos em termos de sofisticação, mecanização e tecnologia na produção agrícola. Porém, todos os agricultores precisam maximizar as safras e qualidade de seu produto ao mesmo tempo em que economizam nos custos, tempo e mão de obra necessários para seu cultivo.
Os herbicidas de amplo espectro, liderados pela introdução do paraquat na década de 1960, permitiram a adoção e crescimento de sistemas de cultivo de solo que não dependem do controle de ervas daninhas por enterro por aragem.

O algodão é uma fibra que protege a semente do algodoeiro, da mesma forma que a parte carnosa da maçã protege as sementes da macieira.
Em 1997, o algodão GM tolerante ao herbicida não seletivo glifosato foi introduzido. Embora o algodão tolerante ao herbicida tenha muitas vantagens, ele tem contribuído para aumentos enormes no uso do glifosato, que agora vem apresentando problemas ao estimular o desenvolvimento de ervas daninhas resistentes, as quais não são mais controladas por esse herbicida.
Não se deve fazer mais de duas aplicações de glifosato a qualquer campo durante duas estações.

Os cítricos que compõem uma vasta família que inclui não apenas laranjas, limões, limas e toronjas, mas também calamondinas, limas, pomelos e ugli fruit.
Os sistemas de controle integrado de pragas (CIP) foram introduzidos para minimizar o impacto do cultivo de cítricos sobre solo, água, ar e biodiversidade. O paraquat tem um papel crucial na produção sustentável de cítricos, controlando ervas daninhas que, de outro modo, reduziriam drasticamente a produtividade. Ele pode ser usado em conjunto com outras técnicas para manejar a erosão do solo, particularmente o uso de faixas de grama ou lavouras de legumes para cobertura entre as árvores.
O paraquat pode ser pulverizado com segurança para o manejo da flora de ervas daninhas ao longo das fileiras da lavoura entre as fileiras de grama sem temor de dano às árvores cítricas. Paraquat é imóvel no solo e não penetra as raízes e ramos.

Já se perguntou o que alimenta o tamanho e força impressionantes dos jogadores de rúgbi das Ilhas do Pacífico? Não é preciso procurar além do taro. O taro é uma lavoura tropical de raiz rígida, sendo o alimento básico em muitas comunidades de subsistência, especialmente nas ilhas do Pacífico. E, enquanto os membros do time de rúgbi provavelmente têm uma ampla seleção de alimentos entre os quais escolher, para muitas pessoas que vivem nessas áreas, o taro é uma parte essencial da dieta.
Geralmente chamado “a batata dos trópicos”, seu papel é tão significativo que o taro é celebrado em festivais e em moedas em muitas culturas de Ilhas do Pacífico. E isso não é nenhuma surpresa: o taro constitui quase 20% do consumo calórico diário das populações de algumas áreas, em comparação com apenas 3-5% representados pela batata para as populações dos EUA e Europa.

O taro é uma lavoura tropical de raiz rígida, sendo o alimento básico em muitas comunidades de subsistência, especialmente nas ilhas do Pacífico.
Frequentemente chamado “a batata dos trópicos” taro constitui quase 20% do consumo calórico diário das populações de algumas áreas, em comparação com apenas 3-5% representados pela batata para as populações dos EUA e Europa.
Economicamente, ele é uma fonte importante de receita de exportação, principalmente para suprimento de ilhéus expatriados que moram na Austrália, Nova Zelândia e costa oeste dos EUA.
Por ser uma lavoura tropical, proteger o taro das ervas daninhas é essencial. As ervas daninhas proliferam nesses climas úmidos e quentes, roubando a safra.
“O paraquat na Samoa não tem apenas ajudado agricultores a fornecer um alimento básico, mas também permitido que o taro se torne uma lavoura de exportação muito importante. É o único produto do qual já ouvi falar que pode ser usado com segurança para a lavoura”.
- David Browne, Venture Exports Nova Zelândia.

Os artigos desta seção são sobre exemplos específicos de como o paraquat vem sendo usado e novos usos explorados em sistemas agrícolas sustentáveis.
Os estudos de caso mostram como agricultores, suas famílias e suas terras podem se beneficiar da agricultura com paraquat; e como isso lhes permite cultivar lavouras melhores.